domingo, 27 de setembro de 2009

És muito gira, Adiciona-me.



Falar sobre redes sociais, é muito vasto uma vez que estas existem nas mais variadas formas e contextos… Não sou contra, até porque utilizo duas delas: Blogger e Facebook.
Mas confesso que, em termos psicológicos e sociais gostava de entender o que leva uma pessoa a expor o corpo em jeito de cartão-de-visita!
Fotografias eventualmente tiradas, no vazio de uma casa, num momento de profunda solidão.
Pessoas com espaços desabitados por preencher
e talvez o maior, seja mesmo o da auto-estima.

14 comentários:

Gonçalo disse...

Eu também sou suspeito para falar de redes sociais porque utilizo não uma, não duas, não três, mas quatro redes sociais. Entre Blogger, Twitter, Facebook e Hi5, deparo-me com uma realidade vantajosa mas coberta de vícios. A vantagem de estar mais próximo das pessoas em qualquer ciscunstância da minha vida na busca da riqueza pela diversidade, mas o vício comum de encontrar pessoas que valorizam mais uma imagem do que mil palavras. De facto é mais fácil olhar do que ver, e uma imagem olha-se, já um texto exige visualização e leitura...Daí achar normal que mais facilmente entram no meu Hi5 do que no meu blogue, e perceber a indiferença quando anuncio novo texto do meu blogue no Hi5.

Sigo o meu caminho, gosto de estar com as pessoas, sou um amante de relações interpessoais, um apaixonado pelo mundo cibernético, mas com moderação e com uma cultura interior com reflexos exteriores.

Deixo este pensamento para reflectirem e envio uma saudação especial à Patrícia, um ser pensante como eu gosto! :)

Tiago disse...

Isto no tempo do Eça, do Pessoa, é que era.

As Redes Sociais eram na Brasileira, na Havanesa, nos passeios em Sintra, e nas soirées em casa dos nobres.

A Malta juntava as cartas, o tabaco e o whiskey, e não era necessário mais nada para os dias serem bem passados.

Hoje com tanta facebookice, as pessoas vivem mais na solidão.

O que vale é que ainda há cartas, tabaco e whiskey, a Brasileira, os passeios em Sintra, e as Soirées em minha casa, e noutras.

Andréa Cavalieri disse...

Menina Patrícia,

Penso e me incomodo com as mesmas questões...Por vezes acho que estamos na contra-mão da vida, das conquistas diárias, das descobertas das pessoas através do tempo e do que construimos e cativamos em cada uma delas.
Somos vítimas de nós mesmos e de um novo tempo que seduz e assombra-nos!

beijos meus

Omlet disse...

"Mas confesso que, em termos psicológicos e sociais gostava de entender o que leva uma pessoa a expor o corpo em jeito de cartão-de-visita!"

Patricia, não foi o facebook ou qualquer outra rede social que "inventou" isso... sempre aconteceu e acontece em todo o lado....! eu também não concebo isso, mas se pensar bem, compreendo.

:)

bjz

Miguel disse...

Olha que há coisas bem mais evidentes. Quem quer vai... Quem não quer, passa ao lado.

Usa-se, lava-se e está pronto para seguir...

À vezes dou com cada coisa, blogues inclusive... Há que encarar isso com alguma naturalidade... nos dias de hoje!

*

Patrícia disse...

GONÇALO,
Dizes tudo numa frase: “Valorizam muito mais uma imagem que mil palavras” É um fastfood de relações-interpessoais. Não generalizando, claro.
Tu és prova, que não são as redes sociais, nem as novas tecnologias que transformam as relações em consumo rápido e fútil. Tudo depende dos valores que temos e da utilização que damos as estas novas ferramentas da internet. Não julgo ninguém, até porque não sou mais que ninguém para o fazer. Apenas constato um facto normal da diversidade comportamental da sociedade moderna.
Obrigada pela saudação especial Lol :)
Beijinhos

Amadeu disse...

Eu também uso algumas dessas redes sociais...é certo que resisti durante muito tempo mas um dia percebi que só eu, meia dúzia de freiras (mas daquelas ainda virgens) e três ou quatro indivíduos paquistaneses com tendências suícidas é que não pertencíamos a nenhuma rede e criei primeiro um Hi5 e mais tarde um Facebook também...Acho que passado o entusiasmo inicial, posso dizer que o Hi5, bem como as mensagens por telemóvel, destruiram a minha vida :)) e passo a explicar: o facilitismo com que se dizem coisas pelo facto de não estarmos olhos nos olhos com as pessoas, levou a que em alguns momentos eu me tenha arrependido não tanto do que não disse mas do que disse em demasia. Depois, percebi de uma forma nua e crua que a maioria das pessoas são muito mais desinteressantes do que eu pensava. Tudo se resume à aparência, depois é quase tudo um vazio, um deserto de ideias e pior, um deserto de pensamentos. As pessoas têm medo de quem tem qualquer coisa para lhes dizer que não seja só o "muito bonita, tens msn?" ou como agora escrevem "k nita a nina, gostava mt d t cunhecer (com "u" e tudo)"...é curioso que sempre que fugi ao básico, fui rapidamente excluído! Falando das fotos, também não percebo "o que leva uma pessoa a expor o corpo em jeito de cartão de visita"...juro que não percebo...e ainda por cima de graça...isto assume contornos mais estranhos quando até a Ana Malhoa recebeu dinheiro para expor o corpo numa revista.
É por estas e por outras que agora quase só venho à net para ler blogues de pessoas interessantes como tu e que têm qualquer coisa para dizer.

As redes sociais na web só vêm mesmo pôr a nu o seguinte: o grande problema da velocidade da luz ser superior à do som é que algumas pessoas parecem interessantes até começarem a falar.

P.S.: Gosto de te ler Patrícia :)

Jedi Master Atomic disse...

Patty,

Não percebo porque pões esta duvida no post, uma vez que também expões aqui no blogger uma foto tua.

É claro que as redes sociais servem, precisamente para socializar. Seja através de um simples "olá", como através do sempre idiota "és muito gira, adiciona-me". Tal como na vida "real", as pessoas metem conversa umas com as outras com base naquilo que percepcionam em termos de aparência. Com uma excepção: na vida "real" nem toda a gente tem coragem para ir falar com "uma gaja gira".

Demóstenes disse...

Acrescento à solidão e à falta de auto-estima que refere, uma despudorada saloiice encapotada em narcisismo.

Gostei de entrar aqui e, se me permite a ousadia, tornarei a espreitar mais vezes.

Kikas disse...

há com cada cromo.. e mais não digo.

Patty disse...

JEDI,

Não sei se reparas-te mas não estou em biquini na foto, nem pouco mais ou menos :)

DEMOSTENES,

Como eu adorei a frase:
"saloiice encapotada em narcisismo"
Não diria melhor!

Bem vindo :)

Patty disse...

KIKAS,

Para que gastar palvras, não há nada a fazer mesmo. Os cromos estão em toda a parte. E até aposto que nós tb o somos para essas pessoas... porq escrevemos demais! :)

Kikas disse...

oh, eu sou uma croma! mas no bom sentido :p digamos que me estava a referir mais aos totós, por assim dizer xD essa do "és muito gira, adiciona-me" é bastante comum. e degradante também :O

Nuno disse...

As redes sociais permitem aproximar as pessoas distantes. Teoricamente, as vantagens podem superar as desvantagens, o problema é que anda por aí muita gentinha que não sabe distinguir as coisas e faz das redes sociais a realidade em que vivem! Como em tudo na vida, o que é demais faz mal. Seja o que for!

Beijitos,
Nuno.